sábado, 25 de outubro de 2008

Segunda noite de TIM

Ed Motta em momento relax, aguardando Sonny na espreita do camarim, com os vinis embaixo do braço. “Marcelinho tô vendendo o primeiro do homem, comprei no Japão, tenho dois, vai?”


Ontem na noite chamada Sophisticated Ladies (maneira como se referiam a Billie Holiday) encontrei novamente Ed e Edna conferindo a cena!
Na outra esquina do palco tive a sorte de encontrar o mestre que não cria limo, Carlos Malta, e ao comentar que eu tinha perdido o concerto de Esperanza Spalding, o mesmo puxou da cartola a pérola "a Esperanza é a última que morre" se referindo a pegada e a performance quente da contrabaixista, diante da programação sofisticada da noite!
No fim do show, Joyce e Tutti Moreno fizeram coro verde e amarelo no encontro com malta, que repetiu: "A Esperanza é a última que morre!"
Mora na pressão do Sr. Malta e seus amigos do pife!

Carlos Malta e Da Lua


Este na mesa de som é o grande Leco, sempre responsável pelo bom som do palco dedicado ao jazz! Há anos nesta frente, desde o hotel nacional!


Stacey Kent fez um show muito bom entre clássicos e novas composições, executados com elegância e suavidade, Kent encantou a platéia!
Sua interpretação de Águas de Março dividiu opiniões, mas eu já havia dado uma espiada em seu myspace e lá, curiosamente, uma versão de Samba da Benção, em francês, mostra sua intimidade sofisticada com os trópicos!
Carla Bley
"Escalator Over the Hill" saiu no ano em que nasci e mesmo assim tanto tempo depois continua sendo desafiador e fresco como o clima do line up mais moderno do festival. Este primeiro disco de Carla Bley mostra uma opera jazz de texturas novas para o jazz feito nos anos 70. Em seu concerto seus acordes nos levam ao mais profundo respeito a musica que nunca abre concessão para a velocidade do mundo "muderno"!


Não sendo o meu balneário o rock dos anos 2000, considerei o concerto do MGMT bem tocado e com canções e arranjos de verdade.
Léo Rivera, dono do selo astronauta e amigo de longa data se esbaldava no show da banda dando toda a credibilidade a música!
Mas os meus cabelos...

No final glorioso, fechamos a noite com Instituto tocando Tim Maia Racional! Muitos amigos no palco e temas defendidos pela nova e a velha guarda do samba soul!
Simoninha e Thalma fizeram Tim sorrir lá no andar de cima. Carlos Dafé da turma antiga, Catatau e Rian ambos da banda Cidadão Instigado, deram a particularidade da base segurada por Pupillo e dirigida por Ganjaman!
Muito balanço na saída do festival e uma ode ao sindico da cidade!
Na saída encontrei o DJ Cia e lamentei que no incrível show de Kayne West, supostamente havia uma super banda debaixo do palco de cenário nababesco em que se apresentou.
O DJ Pachú me disse que os scratchs eram do DJ Crazy... caramba, ele escondeu o melhor DJ do mundo e músicos sensacionais... vai entender?

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