sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Désordre & Progrès

Lembrei!!! Lembrei de quase tudo!!!

Bem, chegei de triathlon arrivando na Marina e fui logo encontrando o DJ Pachú na entrada. Ele estava de saída, pois esquecera de deixar os toca-discos que iria alugar na portaria de seu prédio!!!

- Babou primo... vou perder os shows que queria ver... dei mole!

Expressou a lamentação enquanto eu derrubava toda sua cachaça mecânica, tomando um banho de aguardente!

E assim começou a última noite de TIM Festival, sendo esta a lembrança mais vertiginosa da saga de paraísos artificiais que embalariam a noite!






Sabia que a direção a ser tomada aquela hora da noite seria o concerto dos Klaxons!!!

A chegada com pressa em shows quentes, que já estão rolando, é sempre emocionante,
mas não tão emocionante quanto bater de frente com os infernais "Carlo" Albuquerque, vulgo "Calbuque" (cara, não agüento mais você), e o insubstituível e amigão Berrrrnardo "Palmieri".

Efusivos com o show da banda, dançamos o primeiro ato todo de Lago dos Cisnes ao som dos Klaxons e sua levada rock-sacode!


Na saída, Pedrinho, baterista do Rockers & Cabeça (olha aí!), dava o tom da responsa dos vocais do Klaxons.

- São harmonizados, só eles fazem isso hoje em dia... se liga só depois!



Esta foto abaixo eu captei em algum momento!!!

Acho que vi este amuleto nu mais de uma vez nos palcos do TIM. Este se não me engano foi no primeiro concerto da noite!!

"O rei vai nu"



Próxima estação, Camelo!

O encontro com o "hermetiniano" Ricardo "Siri" e sua querida "Debby's" foi saudoso dos tempos do Bossacucanova nas primeiras turnês!

Ah! Se meu fusca falasse!!!

Nesse caso até fala! Vocês conhecem o trabalho do Siri? Procurem nos sites de vídeos...



Assistimos juntos ao som de Camelo! Gostei muito dos arranjos e da falta de arranjo também... jogou muito bem, com tática e improviso! O naipe da banda multifacetada, o vibrafone, o palco bonito, o público feliz!

Camelo assobiando uma melodia simples, bonita e clamativa como no melhor gênero
"A Ponte do Rio Kwai", encerra o show contente... assim me pareceu!




Atravessei o Mar de Azov e atraquei em Gogol Bordello!!!! Caraca mané, neste momento tudo ebuliu no festival!!!!!

"O punk cigano abalou mais que a crise financeira e a econômica juntas!", segundo Diogo Mainardi!



Foi incrível a atuação da banda, uma disposição pra festa que não é qualquer uma que tem!!!

Sobre a escala cigana e bizantina, um ritmo contagiante levava as pessoas a cruzar os braços.

Jogando os pés pro alto, juras de amor e quebra de copos ocorreram assim como a dança de zorba disseminada na pista... um fuzuê do cacete tomou conta da rapaziada!!!





E como festival bom é festival que funde... pra confundir mais ainda, chegou Dolores e sua máquina da guitarrada e juntos vieram Mestre Vieira, seus carimbós maliciosos e seus siriás malemolentes!!

Dolores é escola, orgulho pra classe e entende tudo de ciência! Obrigado camarada! Assisti Dolores assim!!!



The fruits!



The roots!

Tell me baby... “whatcha you prefer?”



DJ Yoda foi _ _ _ _!!!!!!

O último concerto que eu “vi” eu chapei, mais ainda com o som que saía do sistema e as imagens editadas e montadas à la carte pelo DJ! Tudo na hora. E o mais incrível: com começo meio e fim, com humor, ritmo e dinâmica! Elementos rudimentares para uma boa pista!

No capítulo seguinte nosso personagem perde a caixa-preta e fica apenas com o registro do tremor de terra, antes anunciado na programação como Sanny Pitbull!

Na escala Richter, o abalo sísmico registrou perdas e danos nos neurônios e baixa nas calorias de tanto sacolejar!!!

O maestro da MPC destilou a música eletrônica mais popular do "Brazil" diante do visual da baía banguela!



Well, tudo no seu quadrado, manda quem pode, obedece quem tem juízo!

A sirene tocou, a vista embaçou icc, icc, icc.
Vou chegar pro château que amanhã é dia de se recuperar do mar revolto!


sábado, 25 de outubro de 2008

Segunda noite de TIM

Ed Motta em momento relax, aguardando Sonny na espreita do camarim, com os vinis embaixo do braço. “Marcelinho tô vendendo o primeiro do homem, comprei no Japão, tenho dois, vai?”


Ontem na noite chamada Sophisticated Ladies (maneira como se referiam a Billie Holiday) encontrei novamente Ed e Edna conferindo a cena!
Na outra esquina do palco tive a sorte de encontrar o mestre que não cria limo, Carlos Malta, e ao comentar que eu tinha perdido o concerto de Esperanza Spalding, o mesmo puxou da cartola a pérola "a Esperanza é a última que morre" se referindo a pegada e a performance quente da contrabaixista, diante da programação sofisticada da noite!
No fim do show, Joyce e Tutti Moreno fizeram coro verde e amarelo no encontro com malta, que repetiu: "A Esperanza é a última que morre!"
Mora na pressão do Sr. Malta e seus amigos do pife!

Carlos Malta e Da Lua


Este na mesa de som é o grande Leco, sempre responsável pelo bom som do palco dedicado ao jazz! Há anos nesta frente, desde o hotel nacional!


Stacey Kent fez um show muito bom entre clássicos e novas composições, executados com elegância e suavidade, Kent encantou a platéia!
Sua interpretação de Águas de Março dividiu opiniões, mas eu já havia dado uma espiada em seu myspace e lá, curiosamente, uma versão de Samba da Benção, em francês, mostra sua intimidade sofisticada com os trópicos!
Carla Bley
"Escalator Over the Hill" saiu no ano em que nasci e mesmo assim tanto tempo depois continua sendo desafiador e fresco como o clima do line up mais moderno do festival. Este primeiro disco de Carla Bley mostra uma opera jazz de texturas novas para o jazz feito nos anos 70. Em seu concerto seus acordes nos levam ao mais profundo respeito a musica que nunca abre concessão para a velocidade do mundo "muderno"!


Não sendo o meu balneário o rock dos anos 2000, considerei o concerto do MGMT bem tocado e com canções e arranjos de verdade.
Léo Rivera, dono do selo astronauta e amigo de longa data se esbaldava no show da banda dando toda a credibilidade a música!
Mas os meus cabelos...

No final glorioso, fechamos a noite com Instituto tocando Tim Maia Racional! Muitos amigos no palco e temas defendidos pela nova e a velha guarda do samba soul!
Simoninha e Thalma fizeram Tim sorrir lá no andar de cima. Carlos Dafé da turma antiga, Catatau e Rian ambos da banda Cidadão Instigado, deram a particularidade da base segurada por Pupillo e dirigida por Ganjaman!
Muito balanço na saída do festival e uma ode ao sindico da cidade!
Na saída encontrei o DJ Cia e lamentei que no incrível show de Kayne West, supostamente havia uma super banda debaixo do palco de cenário nababesco em que se apresentou.
O DJ Pachú me disse que os scratchs eram do DJ Crazy... caramba, ele escondeu o melhor DJ do mundo e músicos sensacionais... vai entender?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A Esfinge e Picasso

A chegada na Marina da Glória foi tranqüila e sem atraso, mas mesmo assim sentia pressa em chegar num dos visuais mais bacanas da Guanabara e assistir a lenda do jazz, Sonny Rollins, um momento muito especial. Conheci sua obra quando há alguns anos comprei o LP “ The Bridge”, o álbum que fez depois de uma reclusão da cena do jazz de Nova York, para achar novas formas de apresentar seus sentimentos.

Nascido em Sugar Hill (gang!!!), este músico inovador e nada perene, surgiu no palco marcando presença com uma banda muito boa - destaco a cozinha drum and bass e o trombonista. Parecendo uma esfinge ao observar os músicos solando e, ao tocar, uma verdadeira animação de Picasso - se movimentando como um velho marujo do jazz, tocando seu sax como Jimmy mascando chicletes e tocando sua stratocaster. Seus dedos ainda ágeis e seu sopro contagiante arrancam timbres de um tenor que `as vezes ronca como um barítono! O show foi curto para a vontade de permanecer diante de um leão da música negra espacial.

Encontrei Mr. Kassin e assistimos juntos, com entusiasmo, da primeira fila, o jovem baterista da banda do Sr. Rollins numa performance máxima de alegria e talento nunca antes vistos nos mares da cidade! Ed Motta no camarim, brow total cheio de LPs do mestre, esperava a presença de Sonny, mas na demora fui assistir a Rosa Passos: uma Bossa cheia de balanço, banda muito boa e cantora da “MAIS FINA CALIDAD”, não fiquei muito, pois tenho trabalho na Febre, na Casa da Matriz... drumandbasssssssss!

Obrigado! Aqui jazz, bossa, reggae, bolero, soul, rap, fkfgoog...

As fotos do George Israel no Blog do Kassin estão muito boas!

Valeu!

Mcleenn

A esfinge "Sonny Rollins" animada por Picasso e sua banda nas fotos de George Israel " remixadas" por mim